Eu? Desapego! Dicas para o comércio em Brechó

Oi gente linda!! Esse é o primeiro texto sobre brechós e a arte do desapego. Antes, vou te contar minha história. Na minha família somos três mulheres: minha mãe, Rosana, a mestre em conservação de coisas, minha irmã, Maitê, a quase hippie, e eu, a moderninha mão-de-vaca. Se amamos essa constituição? Siiiim! Ter mais mulheres em casa é tudo de bom, quando há amizade então, fica top!

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Sempre trocamos as coisas entre nós. A Maitê usa roupas que já foram minhas três vezes e eu uso bolsas que já foram delas cinco vezes. Minha mãe usa o sapato da Maitê e sempre passo perfumes e brincos pra ela. E assim vai. Nunca nos importamos em usar coisas umas das outras. Claro que rola um ciuminho de algumas coisas de vez em quando…ou algumas trocas duas-por-uma …e assim vai. Família, família, negócios à parte! kkk

Aprendemos muito com minha mãe. Hoje uso sapatos que foram dela há 28 anos! Aqueles lindos meio retrô, ah, eu amo!! Nunca vi uma pessoa em minha vida tão desapegada de suas coisas como ela. Além disso, ela também é a mestra da ‘fuçação’ (Conhece esse verbo? Pois é, é novo kkk). Se tem uma loja, e se ela está com tempo, ela acha coisas que estão com um preço i-na-cre-di-tá-vel. E quer saber? Eu e a Tetê fomos alunas excepcionais!

Agora estamos aí, com a moda dos brechós online…sou adepta sim, porque pra mim, vai além de pagar barato em uma peça. A gente chama isso de moda sustentável. Se eu tenho algo parado que eu não uso, porque mantê-lo lá, ocupando espaço? Por que eu preciso comprar algo novo se alguma conhecida tem aquilo conservado e venderia por um terço do preço?

E ao longo dessa história de passar e pegar, trocar e vender, aprendi algumas coisas sobre o comércio de brechó, e vou compartilhar algumas por aqui. Falo primeiro para quem vai vender, e no próximo post, para quem vai comprar!

1 não se apegue

 

 

É o primeiro e mais importante. A Bíblia nos mostra que tudo que juntamos na terra vai ficar. Nada disso é riqueza eterna. Isso significa que a sandália na qual você pagou R$500 (se você paga isso em sapatos kkk) vai ficar de herança pra alguém caso você parta antes de tê-la usado novamente. Use tuuuudo o que você tem, não espere um dia especial para se vestir de uma forma bacana e que te agrade. Doe coisas, empreste coisas, venda coisas…coisas são coisas!

Esse é o meu ponto de vista. Já ouvi pessoas dizendo ‘Quem guarda, tem’, o que não deixa de ser uma verdade. Mas eu prefiro ver a rotação das minhas coisas. Não aguento ver meu guarda-roupas abarrotado de peças que são usadas uma vez ao ano. Prefiro a eficiência e praticidade!

2libere

 

 

Toda mulher tem peças no guarda-roupas que guardam por capricho. Aquele vestido que está lá há 10 anos esperando você emagrecer para caber nele novamente, aquele salto maravilhoso, que por ser tão alto você usou uma vez …Alguém pode estar precisando disso agora, desapega e passe pra frente!

3objetivo

 

 

Todo mundo que vende em brechós deve ter um. Ou vender pra comprar outras coisas que seriam mais úteis ou porque está precisando do $$ pra outras coisas prioritárias. Não saia vendendo até as calcinhas porque está achando o máximo receber dinheiro. O negócio vira um vício quando você começa a ver que vale a pena. Mas tudo tem um limite. Já vi gente vendendo tanta coisa que teve que repor por causa do descuido. Acredite, o prejuízo será grande depois rs. Controle-se!

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Sabe aquela sapatilha que dá chulé? Aquela blusa que por mais que você passe meio litro de desodorante, insiste em ficar com cheirinho azedo? Aquele tênis que te deu um problema na coluna? Pois bem, não faça propaganda enganosa. Ofereça para venda aquilo que você usaria novamente, sem problemas.

Se está vendendo algo com avaria, cite, comente, exponha, e coloque um preço justo. A maioria das reclamações em grupos de brechó são sobre coisas divulgadas de uma forma, mas com outra realidade.

5 ser justa

 

 

O nome brechó já sugere um baixo valor. Lembre-se que tudo perde o valor quando sai da loja, quando é usado, e também quando fica guardado por muito tempo (mesmo que seja seminovo-usado-uma-vez).

Por mais que aquela sandália da Schutz tenha sido a que você usou no dia em que conheceu o amor da sua vida na formatura da sua prima, e você tenha um carinho muito grande por ela, continua valendo provavelmente menos da metade do valor que você pagou. Seja honesta, se você dá um preço pode ser que apareça alguém que compre, mas que não tem o mesmo conhecimento e noção que você. Não passe ninguém pra trás.

6pensebem

 

 

Vender em brechó é ótimo, mas calcule as consequências de não ter mais aquela peça. Se você tem o costume de emprestar para pessoas próximas, veja se elas não tem interesse primeiro. Por aqui, quando estamos em época de brechó, junto as minhas coisas, a Maitê e as dela e minha mãe também. Nos reunimos, cada uma pega o que quer da outra, e só assim vendemos depois. Observe bem o que você quer vender, pode fazer falta no futuro!

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Se é pra ser verdadeira, eu serei rs…sempre fui meio desconfiada com trocas de coisas, principalmente com pessoas que eu não conheço. Morei uma época com 18 mulheres em um alojamento e devo ter pego coisas emprestadas no máximo duas vezes em dois anos rs. Mas atualmente fiz tentativas num daqueles brechós do Facebook (pra quem mora em Palmas os que mais ‘frequento’ são este e este) e deram super certas! Olha só:

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Troquei essa Melissa que estava triste e solitária no meu guarda-roupas com a dona dessa bolsa. Ela havia me proposto outras coisas, nas quais não havia me interessado…daí uns dias depois publicou a bolsa e eu gostei. Estava átras de uma assim. Propus a troca e deu certo! A bolsa veio em ótimo estado, da mesma forma que a sandália foi!
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Nessa outra troca, eu tinha essa bolsa que havia comprado em Brasília, mas a bixinha nunca havia nem saído do armário. Enquanto isso, eu procurava uma sandália e-xa-ta-men-te igual a essa aí da foto! A dona publicou, eu propus a troca, ela viu o que eu tinha, escolheu a bolsa e tcharaaaan…deu tudo certo!

Falo melhor sobre a troca no post seguinte!

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Antes de vender, considere se você não está ‘de olho’ demais apenas no dinheiro. Procure não pensar apenas em lucro, mas também em ser solidário. Além de amigos e conhecidos próximos, os quais você pode presentear com o que não usa mais, há muitas pessoas por aí que não tem absolutamente nada. Não tem noção do que é moda, do que as palavras Arezzo, Colcci, Zara e tralalá significam. Doação não é resto. Pra doar você precisa ter no coração o mesmo carinho e atenção que daria ao dar algo pra uma amiga ou ente querida. Exercite o amor ao próximo.

Pra não me prolongar demais, no próximo post falo sobre as dicas na hora da compra em brechós, como escolher, como selecionar e como valorar a necessidade e compensação do produto.

Beleuza, creuza?

Xero

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Do perdão.

Um pouco antes desse diálogo entre Jesus e Pedro, o Mestre explicava como deveria ser a atitude de quem se sentiu ofendido com o procedimento de outra pessoa. A receita era que se procurasse o ofensor e expusesse suas feridas. Ora, algumas vezes acontece. Nos ferimos com o que nos fizeram e o feitor nem imagina que aquilo causou a dor. Aliás, também serve para os momentos em que as dores foram causadas de propósito. Nada mais rápido, prático e claro do que você ir conversar, ajustar os pontos e, aos poucos, se for possível, restaurar o relacionamento.

Depois que explicou, falou sobre o poder presente na oração concordante, a respeito de qualquer coisa, entre duas ou mais pessoas: o mais importante motivo de se acertar rapidamente os desentendimentos.

Ok. Entendido até aqui. Mas Pedro, o impulsivo e sempre falante, tinha que perguntar algo. Talvez para mostrar seu conhecimento, ou o seu ‘senso’ de grandeza, ou talvez apenas para tirar uma dúvida como outras… “-Eu preciso perdoar até 7 vezes?”. O número 7 na cultura hebraica, no qual aquele momento estava submerso, falava sobre a perfeição ou plenitude. Segundo ele raciocinou, qualquer um que conseguisse perdoar perfeitamente até 7 falhas alheias em um só dia seria o que agradaria a Deus.

hug_me-widePense comigo. A não ser que estejamos em um momento de grande conflito e aflição, é meio difícil que haja sete situações em que fiquemos realmente magoados com uma mesma pessoa no mesmo dia. E mesmo se fosse possível, realmente seria algo grandioso conseguir perdoar sete vezes. Jesus concorda com o que Pedro diz. Sete vezes são ok. Mas adicionou à sua conta mais 483 vezes.

Não queremos ser perdoados por Deus apenas sete vezes ao dia. Por mais que seja difícil reconhecer, somos capazes de magoá-lo mais do que isso. E é assim que Jesus nos ensina, trazendo à memória o conhecido trecho da Oração do Pai Nosso: Perdoa-nos assim como nós temos perdoado a quem nos tem ofendido. É uma parte da oração que nos leva a pensar. Se Deus me perdoasse da mesma forma que eu perdoo aqueles que me ferem, eu estaria salvo, eu ainda estaria vivo, ainda seria considerado digno mesmo sem merecer?

Logo compreendemos que os número não são importantes. 

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Perdoe!

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Decidiu? Agora, persevere.

Em nossa vida tudo depende de uma coisa: decisão. O negócio é que toda decisão é anterior à batalha. É fácil decidir, planejar, sonhar, desejar, mas se a gente esmorece em algum momento de desconforto, pronto, já era.

Tenho aprendido muito sobre isso nos meus momentos devocionais. A dificuldade aumenta mais ainda se suas decisões atingem ou incluem outras pessoas além de você, como família, amigos e igreja. E aumenta dos dois lados, de fora e de dentro. De fora, porque é muita gente opinando e achando coisas, de dentro porque você sabe da responsa que você tem em ter decidido, e por isso, de algum lugar, você precisa tirar forças pra ir, e levar todo mundo com você.

” Desde os dias de João Batista até agora o Reino de Deus é tomado por esforço” Mateus 11:12

Jesus fala nesse versículo pra um povo que aguardava um Messias-Chuck-Norris, que fosse destruir o imperador romano com um golpe e tcharaaaaaan, se tornaria o Rei do Mundo. Mas não foi assim. Jesus ensinou que o Reino começa dentro das pessoas e aí sim, se expande. Não era o imperador romano que precisava ser derrubado. O Reino não é um ambiente em que você se insere, como entrar em qualquer país, mas parte de dentro de você, e por isso, justamente por isso, ele diz que é tomado por esforço. O esforço não é contra a falta de ‘crentisse’ das pessoas, não contra o que está errado do lado de fora. O esforço se refere a aceitar em si o que Deus lhe oferece. Estabelecer em si o Reino, abandonar o pecado, os julgamentos, a infância, vencendo pela fé e pelo poder do sangue de Jesus.

E aí está. O esforço exige força, muita força, pra que, as suas super-importantes-decisões atinjam a você primeiro antes de chegar a todo mundo que você quer influenciar com suas decisões. Uma  única expressão pra resumir de onde vem essa força? Presença de Deus. Agora, uma palavra que resume a estabilidade dessa força?  Perseverança. Aprenda isso com o Popeye.

Registrei aqui pra eu não me esquecer. Bjo!

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Não crie expectativas

Há alguns dias conversava com uma amiga e parceira no ministério que estava extremamente chateada com a falta de retorno das pessoas. Tem gente que é muiito ‘dada’. Faz as coisas por amor e por pura vontade de ajudar. Eu sou assim, você é? O problema é que criamos, láááá no fundinho do coração, uma certa expectativa de retorno, ao menos um ‘obrigado’ ou ‘estou indo embora mas você me ajudou muito’ e quando isso não acontece, causa danos, não aos que partiram sem considerar nada, mas a quem ficou aguardando o reconhecimento.

Vamos analisar a palavra expectativa, segundo o dicionário da língua portuguesa Michaelis:

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Eu achei a segunda definição bem interessante, pois resume o motivo da nossa revolta com a falta de gratidão. Nós fazemos as coisas para terceiros, com o discurso de querer servir e dar o nosso melhor, mas na verdade cultivamos em nosso coração um ‘suposto direito’ de ser reconhecido. “A ingratidão mata a afeição”, dizemos.

Comecei a perceber isso quando fui a uma festa de uma pessoa que ajudamos muito na jornada da vida cristã. Chegar onde ela estava nos custou muita paciência, amor e gasolina (haha!). Mas, apesar de tooodo esse nosso esforço, ela citou e agradeceu a todos em seu discurso, todos, inclusive o periquito, mas aos pastores, não. Fiquei resmungando internamente, desejando meeesmo o reconhecimento em público. Faz parte da nossa natureza humana e carnal desejar um certo elogio. Fui pra casa pedindo que Deus me ajudasse a não esperar o retorno de ninguém, apenas dele!

É claro que um agradecimento faz parte das regras de bons relacionamentos. Porém nem sempre teremos amizades, mensagens, telefonemas, boas ações, e outras coisas, correspondidas. Cada pessoa reage de um jeito às coisas que acontecem e o negócio é que precisamos sobreviver a isso, sem que nosso coração se amargue.

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Deus deu. Ele não emprestou, não parcelou. Ele deu a sua vida, a sua glória, o seu conforto e majestade. Ele deu pra pessoas que poderiam ou não corresponder à sua entrega. E o motivo dessa entrega é que Deus é amor, e o amor, tudo crê. Deus não fica lá, torcendo pra que achemos que ele é digno da nossa gratidão. Ele se entregou voluntariamente, sem esperar retorno, porque Ele é Deus e sempre seria mesmo se nós não existíssemos. Em toda essa entrega existe apenas uma condição, a nossa aceitação, para que possamos estar ainda mais perto dEle. Ele decidiu nos fazer dignos  de sua presença.

E esse amo é um amor bem diferente do que dizemos sentir uns pelos outros. Nós criamos expectativas sobre como e quando teremos o nosso ‘lucro’ diante da nossa entrega, e diante dessa meditação, precisamos procurar cultivar um amor tão maduro como o de Deus.

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Devemos basear nossas ‘boas ações’ na fé, como Deus, e não em expectativas. Um amor que tudo crê. A fé é a certeza das coisas que não se vêem. Então, para exemplificar: Se você ajuda a alguém, você torce e crê junto com ela não apenas de palavras, mas em ações, para que ela saia de uma atual situação, independente do seu retorno. E isso inclui as situações mais simples que sejam. O que interessa aqui é a realidade e realização do outro. Quando fazemos isso baseado apenas em expectativas, de que vamos receber um obrigado, um elogio ou recompensa, vamos nos tornando tão sentidos e magoados que desanimamos de fazer o bem.

expectativa2 Lembre-se que o cristianismo tem como fundamento uma entrega incondicional. E lembre-se também que nós, os que cremos, acumulamos tesouros no céu em cada atitude parecida com as de Cristo! Que o Senhor nos dê a graça de termos um coração parecido com o dele, todos os dias!

E pra descontrair … #ficadicadoken hahaha

fazer o bem sem olhar a quem

bjo bjo

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