Me desviei: tenho saudade e vergonha da Igreja

Dessa vez não escrevo pela procura de conselhos, não escrevo pelos bafafás sobre esse assunto. Escrevo por me colocar no lugar de algumas pessoas que, por algum motivo, se afastaram da Igreja, mas, que hoje, sabem que não deviam ter saído dela, pois, apesar de tudo, havia alguma coisa lá que fazia sentido, muito mais do que fora, nesse mundo tão vasto e vazio.

Vejo alguns posts em rede sociais de pessoas que já fizeram parte do meu próprio convívio e que, em determinados momentos, se deixam mostrar a tristeza e o vazio em que estão mergulhados, mesmo rodeados de pessoas, relacionamentos, bebidas, baladas, shows, etc.

Não cito nomes, não dou indiretas. Estou apenas tentando decifrar o motivo pelo qual há, fora da igreja, o dobro de pessoas que já fizeram parte da mesma, do que dentro dela. Para onde essas pessoas foram? Por que não voltaram?

Achei necessário, no título, falar de saudades e vergonha da Igreja e não de Deus porque considero que alguém que está desesperadamente arrependido já buscou resgatar um mínimo de relacionamento com Ele, ao menos em uma oração. Vergonha de Deus a gente sente, mas sabe que Ele ama. O problema é que a forma dEle expressar seu amor aqui na terra é através do seu corpo, que é a Igreja. Uma pessoa que errou e deseja voltar, muitas vezes, enfrenta maior preconceito quando retorna pra casa.

É inevitável falar sobre isso e não lembrar da parábola do Filho Pródigo. O bendito resolveu sair de casa. Decidiu pegar o que era seu e aproveitar a vida, e o fez. Alguns ainda estão nessa fase, enquanto outros já estão começando a desejar a comida dos porcos. Caindo em si, decidiu voltar ao pai, pela confiança que tinha e pelo amor a si mesmo! Espero que todos decidam voltar, como ele, mesmo com todo o sentimento de vergonha e humilhação. Deus, sempre estará lá, escorado no portão, aguardando o vulto lá de longe do seu filho que volta pra casa. Na capítulo 15, versículo 20 de Lucas, na Bíblia A Mensagem, diz que ‘o coração do velho disparou e ele correu para abraçar seu filho’. O recompôs e o perdoou de tudo.

Mas nos versículo 25 fala do irmão mais velho. Aquele que esteve na companhia do pai todos os anos que passaram. E, de repente, vemos o ciúme entrando em cena. Questionando o porquê da festa, sem, ao mínimo solidarizar-se com a alegria do pai, se revolta por nunca ter tido uma festa como aquela. Estranho, não? Sim, e muito, principalmente quando percebemos que a Igreja tem se portado dessa mesma forma.

Não digo se revoltando, mas não se importando com os que estão longe, muito menos assumindo o papel de reconciliador quando o filho retorna à Igreja. Temos a triste mania de julgarmos a pessoa por  ela ter desperdiçado tudo o que o Pai já havia lhe dado. Aquele irmão mais velho passou tanto tempo com seu pai, que se acostumou com a presença dele, sem dar o valor que ele merecia, mas esperando uma festa, sem motivos, talvez! As orações já não são as mesmas, a disposição e o compromisso com o ministério muito menos…e aí, vem o comodismo.

Pode ser que você que está lendo este post seja Igreja hoje. Dou-lhe o conselho de aproveitar a presença do Pai! Não permita que seu coração perca a essência do seu relacionamento com Deus.  Se você está desviado, não interessa se seus ‘irmãos mais velhos’ não dão tanta importância para a presença do seu Pai, interessa que Ele está te esperando de volta, pronto pra restaurar suas vestes, devolver pra você o que você perdeu, enquanto passeava pelo mundo.

Dê mais uma chance para a Igreja. Vi uma frase que me chamou atenção esses dias: “Exigir que a igreja não tenha defeitos é o mesmo que entrar em um hospital e dizer que não aceita ninguém doente ali’. A Igreja é o nosso lugar, a convivência e o adquirir de maturidade está nos relacionamentos, sempre moldados pela Palavra de Deus.

Quero, para finalizar, colocar aqui abaixo uma música, em homenagem a todos os que entrarem aqui e que estão longe do Senhor, mas que sentem muita saudade. Essa música se chama “Fim de tarde no portão”, e é de Stênio Marcius, grande compositor brasileiro, filho de Deus.

“O seu amor é tão forte, mais que o inferno e a morte

são torrentes que arrebentam o chão,

mais fácil secar os mares, apagar a estrela Antares,

que arrancar o amor do seu coração,

fim de tarde, se debruça, no portão…” 

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Sobre Mari Veiga

Oi! Tenho 27 anos, sou pastora evangélica, Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Carisma e pela Faculdade Unida. Também sou teacher! Dou aulas de inglês e amo fazer isso! Sou casada com um cara charmosíssimo e, juntos, somos discípulos de Jesus. Moro em Palmas, no Tocantins. Se quiser falar comigo, mande e-mail para mariannaveiga@hotmail.com
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5 respostas para Me desviei: tenho saudade e vergonha da Igreja

  1. sandra disse:

    Bem isso…vontade de voltar,mas sinto vergonha,dúvida…Mas sei q tudo vai dar certo….Na verdade nunca consegui me firmar em igreja nenhuma,mas o pouco tempo q frequentei me fazia muito bem,sentia uma paz…

  2. gardenia disse:

    Estou pasando por tudo isso, quero voltar mas tenho vergonha, do quê irão pensar…Me afastei já faz um ano, mas todos os dias me questiono e tenho desejo de voltar, sinto-me fraca, até a minha familia que ainda não é sabe que quando estava no caminho minha vida tinha luz e essa luz recaía sobre eles. Tive minha grande bençao meu filho amado. Tenho essa divida com Deus, sei que ele fez e faz tudo sem esperar algo em troca, mas eu que me envergonho disso, de pensarem que só busquei a Igreja para lacançar minha benção. Naõ é verdade. É maravilhoso está na presença de Deus. Sentimos algo diferente, tudo é diferente. É suave, magnifico…

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