Felicidade

   Sobre a Felicidade, um trecho do livro que estou lendo, de Ed René Kivitz,  Vivendo com Propósitos – A Resposta cristã para o sentido da vida  (Trechos – Páginas 19-24, Editora Mundo Cristão).

   Contentamento é uma satisfação de dentro para fora. Vicente de Carvalho traduziu muito bem essa experiência do contentamento quando disse que a felicidade, essa árvore frondosa e cheia de frutos, existe sim, mas existe no lugar em que a plantamos, e o problema é que quase nunca a plantamos no lugar onde estamos. A expressão mais comum para os infelizes é que serão felizes “assim que…”. Assim que arrumassem um emprego novo; um romance novo; um carro novo; uma casa nova; um chefe novo; e tanto mais, cada vez mais.

   Esse estilo de vida “assim que…” coloca a felicidade no futuro e perpetua o descontentamento, que impede a alegria de desfrutar o presente, as pessoas que temos em volta, as circunstâncias reais e imediatas que nos oferecem possibilidades de realização.

[…]

   Por essa razão, a felicidade é muito mais em jeito de ir do que um lugar aonde se chega. O ditado chinês ensina que “os caminhos existem para jornadas e não para destinos”. Exatamente por isso Jesus de Nazaré recomendou a seus discípulos que não se inquietassem quanto ao dia de amanhã, nem se ocupassem com o que beber, o que comer, com o que se vestir, pois o Deus que cuida dos passarinhos e das flores cuida também de seus filhos. Quem não é capaz de “presentificar” a vida nunca será feliz, pois a felicidade estará sempre um pouquinho à frente, assim que…

[…]

Se eu pudesse viver novamente minha vida,

na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.

Seria mais tolo ainda do que tenho sido,

na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico.

Correria mais riscos, viajaria mais,

contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas,

nadaria mais rios. Iria a mais lugares aonde nunca fui

tomaria mais sorvetes e menos lentilha,

teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata

e produtivamente cada minuto de sua vida;

claro que tive apenas momentos de alegria.

Mas, se pudesse voltar a viver,

Trataria de ter somente bons momentos.

Porque, se não sabem, disso é feito a vida,

só de momentos, não percam o agora.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma

sem um  termômetro, uma bolsa de água quente,

um guarda chuva e um pára-quedas;

se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,

começaria a andar descalço no começo da primavera

e continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua,

contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,

se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.

   Borges entendeu, talvez tarde demais, que a vida é cheia de pequenos momentos que podem ser celebrados quando vividos com inteireza, amor e simplicidade, sem a necessidade de que se eternizem porque grandiosos, mais grandiosos porque vividos como eternos.

mmmmmmm

Abraços!

Mari Veiga

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Sobre Mari Veiga

Oi! Tenho 27 anos, sou pastora evangélica, Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Carisma e pela Faculdade Unida. Também sou teacher! Dou aulas de inglês e amo fazer isso! Sou casada com um cara charmosíssimo e, juntos, somos discípulos de Jesus. Moro em Palmas, no Tocantins. Se quiser falar comigo, mande e-mail para mariannaveiga@hotmail.com
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